Final de Milênio I

(…)

No ano da Terra de 1917, falei à pequena pastora Lúcia de coisas hoje conhecidas por vocês. Fiz conhecer também um assunto que pedi que o mantivesse em segredo e fosse revelado somente após o ano da Terra de 1960. São acontecimentos que, somente após esta data, seria conveniente serem levados a público. Lúcia os redigiu anos depois, para que, cumprindo pedido meu, fosse oficiosamente entregue ao Papa que estivesse no comando da Igreja.
Seus membros deveriam conscientizar-se dos momentos perigosos, quando a força de Satanás estivesse liberada entre eles, no período que compreendesse 1960 a 2015, e pedir a Deus sua divina intervenção. Caso contrário, se isso não fosse feito, Eu retomaria o assunto de minhas aparições, utilizando de todos os meios, para uma conscientização e uma mobilização leiga, que pudesse atenuar este degradante processo porque, por vontade de Deus, no fim destes tempos, o meu Coração Imaculado deverá triunfar. Alertei para o fato de que a Igreja de Cristo estaria, próximo do término deste milênio, susceptível a toda sorte de desgastes morais e financeiros e que, devido a isto, seus alicerces seriam abalados pela ganância e interesses pessoais de líderes leigos, bispos, arcebispos e cardeais. Uma tecnologia maligna dominaria o mundo, e os líderes religiosos seriam arrebanhados como doces ovelhas, iludidos pelo brilho efêmero de suas luzes, a seguirem o falso pastor, que os enganaria com promessas vãs, sem consistência espiritual e moral.
O coração da Igreja de Cristo seria invadido pela ciência sem Deus e por uma tecnologia comandada pelo Diabo. O descrédito diante dos dogmas causaria uma devastação sem precedentes em sua doutrina. E tudo isto aconteceria sutilmente, em seus bastidores, como um câncer a corroer todo o corpo da Igreja, comprometendo o seu organismo espiritual quando, no futuro, a razão sobrepujaria a fé.

Pedi que o Evangelho fosse urgentemente viabilizado em toda a terra e facilitada a sua compreensão pela camada leiga e simples da Igreja, para que fosse vivido em sua plenitude, e que isto
deveria ser feito pela Igreja Católica Romana, com testemunhos de fé incontestáveis, para que se evitasse o máximo possível uma grande evasão de fiéis e, consequentemente, a proliferação de seitas promovidas pelo Diabo, que levariam os cristãos a sangrentas lutas, à divisão e ao descrédito.
O meu pedido não foi levado em conta, porque os Papas desse tempo se calaram, acreditando mais na eficácia da lógica do comportamento adotado pela Igreja humana, do que se entregarem à luta, comandados pelo Espírito Santo. Desprezaram a teologia mística e deram vazão à teologia da razão.
O Evangelho não foi levado ao Oriente, onde ainda prevalecem seitas milenares, perigosas à doutrina cristã, que desconhecem inteiramente Jesus. Temiam mártires, achando que bastariam mudanças drásticas, facilitando coisas na Igreja, para abri-la aos países asiáticos, não contando com isto que estariam também abrindo uma perigosa fissura na Igreja, facilitando a entrada de conceitos estranhos à doutrina de Cristo. (…)
Estamos no início do fim destes tempos, e o braço de Jesus baixará para a colheita. Foram muitos os chamados, mas infelizmente serão poucos os escolhidos. O mundo inteiro preocupa-se com catástrofes naturais, devido à perplexidade e ao silêncio dos Papas sucessores, ao tomarem conhecimento do que relatei à pastora Lúcia. (…)
Agora, no raiar da aurora destes novos tempos que se aproximam, o meu Coração Materno se volta para a América Latina, pois desejo salvá-la, pela vontade de Deus Todo-poderoso, desta catástrofe da falta de fé. Esta é, pois, a razão porque tanto me manifesto na América e, agora, especialmente no Brasil. (…)
Abram as igrejas à prática do Rosário, sucedam-no ou precedam-no de Missas, deixem o leigo rezar e chamar sobre si o Espírito Santo. Consagrem a América a meu Coração Imaculado. Usem dos leigos, façam aquilo que o Concílio lhes proporcionou – maior liberdade de ação – e salvem a América Latina da apostasia do terceiro milênio. Levem este meu último apelo à hierarquia eclesiástica latino-americana e façam uma barreira ao fétido vento proveniente de uma Europa apodrecida pelo pecado da dessacralização. Desejo salvar a Igreja no Brasil, para que estenda a luz do Espírito Santo a toda América Latina.
Não se esmoreçam diante da indiferença comandada por interesses mundanos e de uma distorcida teologia interesseira, direcionada pura e unicamente a fazer a vontade dos homens, perdendo seu precioso tempo em batalhas sociais que poderiam ser resolvidas vivendo-se o Evangelho.
 
                                             
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