Cheguei a Castel Gandolfo, onde o Papa Bento XVI me esperava. Quando ele entrou na sala, vi que trazia nas mãos um envelope.
Ele começou, então, dizendo:
– Fui informado que você tem um outro nome: Daniel. Isto é verdade? (…)
– Acredite ou não, são meus amigos, que as pessoas falam tratar-se de anjos, e Nossa Senhora, que me chamam de Daniel, mas meu nome de batismo é Raymundo.
– Você não gosta que o chamem de Daniel?
– Não me importo, apenas não gosto quando me confundem, eu respeito o nome que me deram.
– Temos vários exemplos, na Bíblia, de nomes que foram trocados. (…)
– Você imagina o que tenho nas mãos?
– Não senhor! (…)
Ele então tirou do envelope que trazia consigo alguns papéis, e me disse:
– Leia isto!! Estarei de volta dentro de 10 minutos.
Ele retirou-se e eu fiquei na sala sozinho com aqueles papéis nas mãos, e nem sei como pude lê-los. Minha vista estava embaçada, eu estava muito confuso e não sabia como me concentrar. Eram papéis velhos, e fui tentando lê-los. Pedi a Nossa Senhora que me ajudasse a entender, quando ouvi uma voz falando:
“Leia, mas é necessário que leia com atenção. Procure visualizar e guarde tudo em seu intelecto. A Virgem Maria está a seu lado, para que se lembre de tudo depois e escreva.”
Então li. Durante os minutos em que lia os manuscritos, sempre escutava uma voz repetindo o texto que estava lendo.” 

“J.M.J.
A Terceira parte do segredo revelado a
13 de Julho de 1917 na Cova de Iria – Fátima

Escrevo, em acto de obediência a vós Deus Meu, que mo mandais por meio de Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e Minha Santíssima Mãe.
Depois das duas partes que já expus, Nossa Senhora disse: ‘Farei brotar, em terras brasileiras, um homem assistido por mim, cujo nome lhe chamaremos Daniel, para anunciar aquilo que venho ensistindo há vários séculos: o retorno de meu Filho, no tempo de vocês, não através dos meios comuns, mas através de meios naturais que afetarão em muito o pensamento das pessoas. Vocês conviverão com Ele através do pensamento comum. Este é meu último aviso, porque esse acontecimento está prestes a acontecer. Esse anúncio deverá ser feito pela Igreja, na pessoa do Santo Padre que estiver no Vaticano a partir de 1960. Se o Santo Padre não proceder da forma que anuncio, esse acontecimento se dará com as dores já anunciadas, e a cristandade sofrerá muito. Meu
Daniel estará com o Santo Padre escolhido por mim, no ano de 2004, portando uma imagem minha venerada em terras brasileiras. Ele reconhecerá meu sinal. Farei, obedecendo ao Senhor Deus, que esse homem esteja em terras Vaticanas no período de 2010, a convite do Santo Padre que estiver no poder, e esse Papa mostre a ele meus propósitos. Somente o Santo Padre poderá julgar se mantém ou não meu pedido que reflete a vontade de Deus, para que esse anúncio seja feito até 2012; caso contrário, virão as dores anunciadas.’ Depois vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um Anjo vermelho com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao cintilar, despendia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo, apontando com a mão direita para a terra, em voz forte, disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos numa luz emensa que é Deus – algo semelhante a como se visse as pessoas num espelho quando lhe passam por diante – um Bispo vestido de Branco, ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’, varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; O Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio tremulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz, estavam dois Anjos, cada um com um regador de cristal em sua Mão, nas cores amarela e azul, neles recolhiam o sangue dos Martires e com ele regavam as almas dos que se aproximavam de Deus.
Tuy- 3-1-1944”

Em seguida o Papa retornou, dizendo-me:
– Leu? (…) Você é o personagem a que ela (Ir. Lúcia) se refere?
– Senhor Papa, seria muita pretensão minha achar que Lúcia estaria se referindo a mim! Aqui fala Daniel, e eu não me chamo Daniel!
– Não achei isso desta forma, porque estou propenso a acreditar que esse Daniel é você.
– O homem de branco era o Papa João Paulo, então!
– Não, não era João Paulo. Tenho certeza disso, e ele também tinha. Isso ainda não aconteceu, mas acho que está prestes a acontecer.
– O Senhor irá fazer esse anúncio, conforme Lúcia escreveu?
– Não sei… não posso… não devo. – ele falou baixinho.
– Por quê?
– Porque esse anúncio acarreta uma correspondência de valores e costumes cristãos, que poderá levar o mundo a uma situação de vigilância sob um aspecto que pode ainda durar anos. Muitas pessoas poderão interpretar erroneamente esse anúncio, e a Igreja será afetada.
– Afetada como? Com o retorno de Jesus?
– O retorno de Jesus se dará com o consentimento ou não da Igreja, mas o comportamento humano, diante desse anúncio, poderá ser interpretado pelo contingente católico, e outras Igrejas coirmãs, e manipulado pelo diabo, para que a fé se transforme no dragão do mal. Não desejo ser a pessoa dessa responsabilidade.
– Por que me mostra isso, então?
– Porque quando você esteve com o meu antecessor (João Paulo), ele o reconheceu como sendo o homem da mensagem de Fátima. Depois, ele me confidenciou esse encontro. (…)
– Não foi isso que leu em Fátima!! (O Terceiro Segredo, em 2004.)
– Não, não foi. Alteramos a mensagem, na esperança de que o Daniel se pronunciasse de alguma forma; e isto aconteceu quando esteve na Praça de São Pedro, com meu antecessor. E aí, ficamos esperando o milagre, foi quando me viu e me entregou a cruz no corredor de meus aposentos, acompanhado dos seus escritos. (…)
A Igreja não pode e nem deve se envolver oficialmente com reve-lações que não sejam aquelas descritas no Evangelho. (…)
– Mas Nossa Senhora espera do senhor esta revelação!
– Espera? Ela não pode esperar, de um ser humano fraco, uma decisão tão forte dessas. Eu não posso e não farei um pronunciamento desse. – ele disse de pé e gesticulando muito. (…)
– Eu vou continuar lhe chamando atenção, em nome de Maria Santíssima. – completei.
– É um direito que lhe cabe; mas alerto-o que você poderá ser difamado, colocado como um doente mental, desacreditado, porque este nosso encontro será considerado como se nunca houvesse. Apenas quis que você soubesse disso e nos confirmasse se é realmente o personagem que Lúcia descreveu.
– O senhor acha que sou?
– Agora, as evidências se confirmam!
– Santidade, Nossa Senhora não está brincando, por três vezes, que sei, vocês esconderam a mensagem.
– Eu não escondi nada, e foi sábia a decisão de meus antecessores. (…) Agora acho que nossa conversa chegou ao fim, porque tirei de mim algumas dúvidas e sei que a Mãe de Jesus esteve realmente em Lourdes e Fátima. Cabe agora a nós as decisões a serem tomadas. Farei constar nos arquivos o nosso encontro; e quando o julgamento de Deus recair sobre nossos ombros, estaremos lembrando de você e pedindo perdão a Deus por nossa negligência. Faça boa viagem de volta. (…)
– Perdoe-me, Santidade, posso tornar isso público?
– Nossa Senhora me pede para alertá-los sobre a vinda de Jesus, (…) e você me questiona se deve ser colocado a público? Você acha que o mundo irá acreditar em você?

Roma – Castel Gandolfo – 17 de agosto de 2010