Rebelião e Queda de Lúcifer

(…) Aquele Que Tudo Comanda consultou Cristo quanto à possibilidade de executar imediatamente o propósito de fazer o homem para habitar a Terra. Aos seres humanos, então, constituíam uma nova e distinta ordem, pois depois de nós angélicos a família humana, formada à imagem d’Aquele Que Tudo
Comanda, constitui a mais nobre de Suas obras criadas.
Seguindo então os passos da evolução natural, chegou-se a Adão, com poderes mentais plenos. As faculdades de Adão eram apenas um pouco menores do que a de nós anjos.
Tão logo depois de completada a obra de criação, apresentou-a a Cristo e o colocou (Adão) no Jardim do Éden; e quando Aquele Que Tudo Comanda apresentou Eva a Adão, nós anjos testemunhamos a cerimônia.
Os lugares vagos surgidos no Céu, pela queda de Lúcifer, seriam preenchidos pela natureza humana. Santos e anjos foram as ins-truções dadas a Adão e Eva, e lhes foi relatado a rebelião e queda de Lúcifer. A natureza humana deveria ser testada e provada, se suportasse a prova divina e permanecesse leal e fiel depois dessa primeira prova, não deveria ser afligida por contínua tentação, antes seria exaltada a uma posição igual à dos anjos, revestida de imortalidade.
Lúcifer deixou claro sua intenção em separar Aquele Que Tudo Comanda de Adão e Eva, queria induzi-los à desobediência.
Mais uma vez, Aquele Que Tudo Comanda reuniu a multidão angélica para tomar medidas e impedir o perigo, ficando decidido no Concílio celeste que nós três (Gabriel, Raphael e Uriel) deve-ríamos visitar o Éden e advertir Adão e Eva de que o Jardim estava em perigo pela presença de Lúcifer.
A fim de realizar sua obra sem que fosse percebido, Lúcifer preferiu fazer uso da serpente como médium. A serpente era então uma das mais prudentes e belas criatura da terra, pois tinha asas e enquanto voava apresentava um brilho deslumbrante.
Com palavras suaves, Lúcifer dirigiu-se a Eva e ela se sentiu encantada, porque pensou que a serpente possuía conhecimento dos seus pensamentos. Lúcifer disse a Eva: “Você é imortal, portanto não morrerá e o Todo-poderoso sabe que o dia em que comer da árvore da vida, se abrirão seus olhos e será como Ele”.
A curiosidade de Eva despertou-se. Com que intenso interesse o universo inteiro contemplou o conflito que decidiria a situação deles.
Eva comeu e experimentou a sensação de uma vida nova. Imagi-nando sentir-se revigorado, Adão resolveu partilhar a sorte da companheira, tomou o fruto e o comeu rapidamente. Lúcifer
exultou com seu êxito, possuiria o Jardim do Éden.
A notícia da queda de Adão e Eva espalhou-se pelo Céu, e mais uma vez reuniu-se o Concílio para decidir o que seria feito com o culposo par.
O Cristo então disse: “Deixarei toda a glória do Céu e aparecerei na Terra como um homem, e depois que minha missão se cumprir, serei entregue para ser crucificado”.
Nós nos prostramos diante do Cristo, oferecemos nossas vidas, mas Cristo esclareceu que somente sua morte salvaria a humanidade, e somente sua vida seria aceita por Aquele Que Tudo Comanda.
Quando Adão e Eva compreenderam como era a Lei d’Aquele Que Tudo Comanda, suplicaram sua própria morte, de preferência que Cristo fizesse esse grande sacrifício.
Adão e Eva foram informados de que a vida deles e de anjos não poderia pagar o débito.
Três anjos foram enviados para conduzir o desobediente casal para fora do Jardim. E depois desta queda, Lúcifer ordenou a seus anjos que efetuassem especial esforço para fomentar a crença na imortalidade natural da raça humana, sabia que o ser humano viveria a vida em eterna miséria.