Comentário final


Estes são tempos difíceis e confusos, não foi o que desde o início e por tantas vezes nos disse Miryam? Vimos estas palavras já na mensagem Estou atuante no seio da Igreja, de 30/11/1993.
Então, não podemos buscar entender estas coisas tão-só à luz da razão, como não podemos esquecer que as coisas de Deus não são imutáveis, e mudanças podem acontecer pelas respostas
que damos aos avisos e alertas do Céu, como também por provação à nossa fidelidade
a Deus. Já não poderia ser esta a 1ª prova de fidelidade à Sua Obra e às palavras de
Nossa Senhora, como está no diálogo de 30/08/15, com o sentido de selecionar previamente
aqueles que ficarão isentos? Para aqueles que assim se excluírem agora terá sido
melhor que, não o tendo sido, viessem depois a ser cobrados pela infidelidade. Por isso,
quando eu li esse diálogo naquele domingo 30 de agosto, na Capela Magnificat, comentei
que seria melhor ao missionário que não estivesse disposto a esse compromisso, assim se
declarasse então a Yeshua ou a Miryam, ficando com os demais que estarão expostos à
Purificação, para não serem depois cobrados. Neste sentido, que cada um avalie a si mesmo
enquanto há tempo: que seu sim seja sim, que seu não seja não.
Esta prova mostra também a espiritualidade do Grupo Missionário diante da iminência do
acontecimento, com seu dia anunciado, como aconteceu:
“Vi o Grupo Missionário com
pouca espiritualidade, com medo, desorientado, apavorado, procurando confessar várias
vezes. (…)
A Purificação virá de surpresa, de repente, sem vocês nem estarem esperando. Estejam
preparados!” “… não relaxem devido à graça recebida, estejam vigilantes!”

Estamos realmente aptos a atender o que a Mãe de Jesus espera de nós, como nos foi
mostrado no diálogo Cascata de Purpurina? Como iremos passar às pessoas serenidade
e confiança em Deus, durante as grandes tribulações, como foi mostrado ali, se não as
temos, conforme demonstramos? É aquela velha história: ninguém dá o que não tem.
O Aviso,
como foi profetizado em Garabandal e dito por Nossa Senhora na carta Final de
Milênio II e no diálogo Um momento crucial e doloroso para a Igreja,
não aconteceu,
como mostraremos.
Nos diálogos de 30/08/2015 e 03/09/2015, vemos:
No primeiro, Nossa Senhora diz:
“Ele (Yeshua) me autorizou a dizer-lhe que não se preocupasse
com esses dias, porque o Grupo Missionário, seja ele portador de minha
Medalha ou não, seus filhos, netos e bisnetos
estarão isentos desses dias, porque vocês
são marcados pelo ‘sangue do cordeiro’.

– Isto quer dizer que não iremos passar pela Purificação?
– Isto mesmo. Desejo que faça chegar aos ouvidos de todos o mais rápido possível. (…)
Avise a todos.
Yeshua me concedeu isso…”
E Raymundo nos fez esta linda e inspirada oração:
Yeshua, na escuridão da morte fizeste luz, no abismo da solidão mais profunda habita
agora para sempre a proteção poderosa de teu santo amor, e meio ao teu ocultamento
podemos cantar aleluia dos salvos. Concede-nos humilde simplicidade da fé que não se
deixa desviar quando tu chamas nas horas da escuridão do abandono, quando tudo parece
problemático. Concede-nos, neste tempo no qual se combate uma luta mortal ao teu redor,
luz suficiente para não te perder, luz suficiente para que possamos dá-la a todos aqueles
que precisam ainda mais dela.
Faz brilhar o mistério da tua alegria purificadora, como a aurora da manhã nos nossos
dias. Concede-nos que possamos realmente ser uma humanidade cristã em meio à sua purificação.
Concede-nos que por meio destes dias obscuros possamos sempre com o espírito jubiloso
encontrar-nos em caminho rumo à tua glória. Amém.


No segundo, Ela diz: “Esses dias esperados aconteceram conforme previsto.” “… é
necessário que o assunto caminhe
neste ritmo!” “… confie em Yeshua, tudo está bem,
muito bem!
”.
Estava, portanto, tudo preparado para o dia 31 e os 3 dias que o sucederiam, mesmo
sabendo Deus que iria adiá-los.

A credibilidade nesta revelação terá sido atingida, em parte, nesta prova colocada por
Deus?
Tendo sido ou não, trata-se de uma questão afeta a Deus, colocada por Ele, e Ele sabe o
que faz!
Numa retrospectiva, podemos ver que o número de participantes tem caído a cada Encontro.
Olhemos quantos estamos aqui. Já houve Encontro com cerca de 1.000 participantes,
como foi aquele realizado no Minascentro. E na Praça do Papa, quantos ali estavam
naquele memorável 11/02/1997? De 30 a 40 mil pessoas. Onde estão elas?
Se o Grupo Missionário perde adeptos no seu longo e árduo trajeto, temos por outro lado
o consolo de que outros virão em nosso apoio, especialmente do clero, como nos disse a
doce e serena Senhora em 03/09/1996:
“Depois que João Paulo estiver conosco, chegará
até a Obra bispos, arcebispos e cardeais, designados para ajudá-los”
(diálogo Tenham
fé e fiquem firmes. A Obra é plano de Deus,
livro Diálogos com o Infinito, pág. 92). Em
seguida, Ela ainda disse:
“Não esmoreçam. O Céu tem planos para a Igreja latino-americana,
e neles estão incluídos muitos de vocês. Entreguem-se a Deus e deixem-se levar por
sua Divina Providência. Perscrutem seus corações, porque estarei falando neles.”

Agora, se acreditamos na autenticidade destas revelações, nosso sim deve ser incondicional,
mesmo quando não entendemos as coisas. Quantas vezes vemos nos diálogos o
Raymundo dizer a Nossa Senhora:
“Não entendi”, e ao invés de receber dela uma explicação
detalhada, ouve apenas: “Entenderá”.
O tempo torna as coisas claras – na hora oportuna – pela contundência de sua
confirmação.
Certa ocasião Nossa Senhora disse ao Raymundo: “… diga a Deus apenas seu sim e confie”
(diálogo O que estava reservado a outros foi colocado em suas mãos, de 14/09/1993,
livro Diálogos com o Infinito, pág. 112 ).
Em outra oportunidade, num diálogo com os Anjinhos, ao perguntar-lhes se Jesus retornaria
em corpo e iria dirigir a Igreja e se o clero ficaria então sem suas funções, eles
responderam:

“O grande ardil do demônio é alimentar seu raciocínio com coisas terrenas; e nós estamos
lhe falando sobre coisas do Céu, compreende?” Raymundo então respondeu: “Compreendo,
vocês desejam que eu não questione o retorno de Jesus, não é isso?”
(diálogo
Terra Santa – Lagoa da Galileia, de 24/03/2008, livro Raymundo Lopes – uma incógnita,
pág. 199).

Sempre que me referi às palavras de Nossa Senhora sobre a Purificação/Aviso, em que
Ela diz:
“Estejam preparados, porque esse dia, individualizado a cada um de vocês
(Final Milênio II), manifestava meu entendimento de que essa individualização se daria
na intensidade com que ocorreria a cada um, face ao estado de sua consciência, e que o
momento seria único para todos. Contudo, lembrava em seguida o entendimento do
Raymundo de que ela se daria no tempo, ou seja, cada um a teria num dia. Hoje, talvez
possa vê-la das duas formas:

A humanidade passou por esse dia” momento universal, se tomado aqui como referência
ao dia 31/08, neste caso, um acontecimento sobrenatural, imperceptível aos sentidos
da matéria. Agora, se tomado no sentido amplo da palavra
purificação, aquela a que a humanidade
está submetida
desde o início da segunda Aliança (nascimento de Yeshua), que
se consumará com o final da terceira Aliança, isto é, “com o retorno de Yeshua, reclamando
o elo perdido no Paraíso”, e com o restabelecimento da “plena capacidade do cérebro”,
quando então haverá uma “elevação espiritual” daqueles que ficarem, dando início à quarta
Aliança, a teríamos então se
estendendo no tempo, atingindo a cada pessoa em sua passagem
por este – vale de lágrimas. E aqui se conformariam inequivocamente estas palavras
da Mãe de Jesus, também de 03/09, dando-se
no tempo: “… mas aqueles que repudiam o
nome de Yeshua, passaram, passarão e vão ainda passar por esses dias, daqui até o término
da terceira Aliança”
– sentido amplo da palavra purificação.
Contudo, isto não exclui a Purificação/Aviso: “Cada um de vocês, durante três dias, sentirá
dentro da alma a sensação do afastamento do Senhor. (…) Somente me foi permitido
assisti-los nos dias da purificação e trevas da alma, que antecederão a minha ausência”
(Final Milênio II).

Esta Purificação individual que Miryam falou em Garabandal e ao Raymundo, seguida de 3 dias de trevas da alma, comparada ao Juízo Particular, não a vimos, pois mesmo estando nós missionários isentos dela, teríamos sabido de pessoas que a tivessem tido, além do que tal fato não teria escapado aos destaques da mídia em todo o mundo, dado à sua relevância.
Resumindo, ficam aqui estas observações:
Os planos de Deus pertencem a Ele, que não pede licença ou permissão a ninguém para
tomar suas decisões.
A Purificação, no sentido individual como no sentido amplo da palavra, continua em nossos horizontes. Precisamos entender que o Céu pode mudar as coisas conforme nossas respostas, conforme deseja provar-nos, e também pelo exercício da astúcia Divina, que se contrapõe à astúcia de Lúcifer, afinal nosso caminhar terreno se faz no palco de uma luta entre o bem e o mal, onde Deus certamente não colocaria todas as cartas na mesa, como faria um general na
frente de uma batalha.

Fiz a minha parte nesse anúncio, e mantenho-me à disposição de Yeshua e Miryam para
fazer quantos desejarem, independente do sofrimento e incompreensões que me possam
acarretar. Importa-me mais servir a Deus que me conformar a afagos e ofertas efêmeras
deste mundo.

                                     Francisco Lembi
                                                                    Outubro/2015