Isso é muito grave!

Um alerta de Maria sobre o retorno de Jesus

Era uma manhã muito bonita. Por volta das 6 horas resolvi dar uma voltinha no condomínio. Caminhava, quando percebi que estava acompanhado. Eram os três Anjinhos, que nos dias 19 de fevereiro e 18 de março estiveram comigo.
– Uê! resolveram caminhar também? – perguntei-lhes.
– Queremos lhe mostrar uma coisa!
Vi que traziam nas mãos as três caixinhas, que me deram sérios aborrecimentos das vezes anteriores.
– Ah, não! Se vocês querem me falar a respeito dessas caixinhas, estou fora, não quero nem saber.
O do meio, com a caixinha vermelha, começou a rir e me disse:
– Sabemos que perturbamos um pouco a sua mente, mas foi para o seu bem. A doce e serena Senhora quer lhe revelar uma coisa importante por intermédio dessas caixinhas.
– Revelar o quê? Primeiro vocês fazem sair delas uma cobra enorme, um lírio murcho e um “M” pequenino; da segunda, vocês fizeram com que os manuscritos*, o quadro de Nossa Senhora do Trajeto e a imagem de Nossa Senhora do Magnificat, das pílulas azuis, fossem parar dentro delas, isso sem falar que fiquei apavorado quando vocês me pediram para tirar da boca da cobra meus manuscritos, e quando vi numa das caixinhas a imagem toda quebrada. Tá tudo muito confuso.
E o Anjinho da caixa azul disse:
– Os recados, mensagens, visões que são permitidos pelo Altíssimo, são às vezes confusos aos olhos humanos, porque são provindos de uma fonte completamente adversa da de vocês. As leis do Altíssimo são imutáveis e vocês as violam por séculos e milênios, até que a linguagem celeste se torna turva ao cotidiano de vocês.
– Se aperfeiçoarem o espírito, tudo se mostrará claro. – disse o Anjinho da caixa amarela.
– O que vocês pretendem me mostrar? – perguntei.
Eles me fizeram sentar debaixo de uma árvore e sentaram ao meu lado.
– Vamos abrir de novo as caixinhas? – falou o Anjinho da caixa amarela.
– Qual delas?
– Vamos começar pela vermelha. – respondeu.
Abrindo-a, vi dentro a figura minúscula de uma freira idosa, de hábito preto e com chapéu largo na cabeça (Catarina Labouré – Paris). Ela estava ajoelhada aos pés de um sacerdote que me parecia ser o Papa, por causa da vestimenta. Perto deles havia um padre, a quem ela entregou uma folha de papel, onde estava o nome de Aladel, e este a entregou ao Papa.
E o Anjinho me disse:
– A serena Senhora deseja que tome conhecimento desses escritos.
Então vi o que estava escrito no papel, em francês, e por incrível que pareça pude entender.
Era isto:
“Na altura do peito sustinha um globo de ouro encimado por uma cruz, oferecendo-o a Deus. Ela levantava os olhos e depois o baixava. Nos dedos da bela Senhora havia três anéis, um com pedra azul, um com pedra vermelha e outro com pedra amarela, e delas jorravam raios de luz de diferentes intensidades e diferente beleza. Ela, então, disse:
‘Este globo representa a terra, que irá receber a segunda vinda de Jesus, e esses anéis que você vê em meus dedos representam que fui escolhida como medianeira da Santíssima Trindade para proclamar isso. Faça com que essa revelação chegue ao Papa, através de seu confessor. Peço que faça cunhar uma medalha conforme está vendo. As pessoas que a trouxerem receberão muitas graças por sua revelação.’”
Eu, muito confuso com o que tinha visto, falei ao Anjinho da caixa vermelha:
– Mas isso é muito grave, a Medalha Milagrosa então era para ser cunhada conforme esse modelo e representa a segunda vinda de Jesus. É isto que estou entendendo?
– Sim, é isto que entendeu!
– Então a Igreja escondeu o fato?
– Sim, a Igreja escondeu o fato! – disse o Anjinho da caixa vermelha.
O Anjinho da caixa amarela interrompeu nossa conversa, dizendo:
– Vamos abrir a segunda caixa?
– Agora estou ansioso, vamos abri-la.
Abrindo-a, vi dentro a figura de uma freira ajoelhada aos pés de um sacerdote, que me pareceu ser o Papa. E perto havia um padre, a quem a freira (Bernadete – Lourdes) disse:
“– A Senhora que vejo manda dizer que é aquela que anuncia a segunda vinda de Jesus à terra, e está aqui por causa disso.
O padre que estava ao lado perguntou:
– Ela falou algo sobre ser a Imaculada Conceição?
– Ouvi ela dizer apenas isso, então perguntei quem era, e ela respondeu: 'Sou a Imaculada, aquela que deve anunciar a vinda de Jesus, por isso estou aqui'.
– Tinha algo nas mãos?
– Tinha contas coloridas e delas jorravam raios de luz de diferentes intensidades e beleza.
– Era um rosário?
– Não sei responder, acho que não!
– Por quê?
– Porque faltavam muitas contas, e das contas coloridas saíam cores como o amarelo, azul e vermelho.”
– Meu Deus, isso é Lourdes! – exclamei.
– Sim, é Lourdes! – disse o Anjinho da caixa amarela.
Então o Anjinho da caixa azul interrompeu, dizendo:
– Vamos abrir a última caixa?
Abri e vi a mesma cena: uma freira ajoelhada aos pés de um sacerdote que me pareceu ser o Papa, pois estava vestido como tal. Perto dele havia um padre, que pediu à freira (Lúcia – Fátima):
“– Conte o que viu.
– Vi uma linda senhora que pairava em cima de uma velha azinheira.
– Ela disse alguma coisa?
– Sim, disse, mas não posso relatar agora.
– Quando, então?
– Será escrito e entregue a ele. – respondeu olhando para o Papa.”
Depois vi esta freira escrevendo em português:
“Venho até aqui para anunciar, pela terceira vez, a vinda de meu Filho à terra. Já a anunciei duas vezes e não tive resposta. Agora, esta é a terceira vez. Depois disso, se não obtiver uma resposta da Igreja, falarei fora dela, porque a humanidade necessita ser avisada de tal acontecimento.
Não me foi revelado o dia nem a hora, mas me foi revelado que próxima está e a Igreja necessita estar preparada para esta chegada. Fale disso ao Papa.”
Havia mais coisas que não pude ler.
– Tenho aqui uma quarta caixa, que somente você poderá abrir.
Os três aproximaram as caixas e elas se uniram transformando-se numa caixa branca, que me entregaram, dizendo:
– Abra!
Abri e vi que estava vazia. Então disse:
– Ela está vazia, não tem nada!
– Coloque dentro dela as três caixas que lhe mostramos!
Eu coloquei dentro da caixa branca as três caixinhas: vermelha, azul e amarela, que se fundiram numa só. Não sei por que, mas senti necessidade de abrir também esta caixa. Dentro dela tinham quatro datas: 1830, 1858, 1917 e 1997.
– O que significa isso? – perguntei.
– Significa o que você sempre diz: ninguém pode ser condenado sem ser julgado. A doce Senhora, em nome de Deus, providenciou para que a Igreja fosse a anunciadora do grande acontecimento que se aproxima, e isso foi por ela (a Igreja) racional e providencialmente escondido. A doce e serena Senhora confia em você.
Dizendo isto, eles retomaram a caminhada, deixando as caixas no chão. Eu corri até eles, chamando-os de volta, por causa das caixas. Um deles voltou e me disse:
– Não há mais caixas.
Quando virei para ver se as caixas estavam no chão, tinham desaparecido; e voltando a eles, já não mais os vi.

* Esses papéis referem-se aos manuscritos de uma noite, quando meu braço, desgovernado, começou a escrever algo que não entendi e que só agora soube tratar-se de hebraico, tendo no final o nome de Jesus.

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