Ao fim dos dois mil anos desde o sacrifício da cruz (por volta de 2036), Yeshua volta à Terra, acompanhado pelos redimidos (pelos resgatados, salvos, que estão no Céu) e por uma comitiva de Anjos. Yeshua ordena aos ímpios mortos que ressuscitem para conhecer a Justiça Divina. Surgem então, como um grande exército, incontáveis como areia do mar, trazendo sobre si os traços da doença e da morte (traços da imperfeição – neles perpetuados), fazendo um contraste enorme com aqueles que reviveram da primeira ressurreição (que ressuscitaram dos mortos – estes foram purificados, senão em vida terrena, no Purgatório, de onde saíram para formar no Céu “uma nova e distinta ordem, (…) depois de nós angélicos a família humana, formada à imagem d’Aquele Que Tudo Comanda, constitui a mais nobre de Suas obras criadas. (…) Os lugares vagos surgidos no Céu, pela queda de Lúcifer, seriam preenchidos pela natureza humana. Santos e Anjos foram as instruções dadas a Adão e Eva” – diálogo Rebelião e Queda de Lúcifer.

Todos os olhares se voltam para contemplar a glória de Yeshua, e, ecoando como somente uma voz, é exclamado: Bendito o que vem em nome do Senhor! Mas não é o amor que os inspira, é o peso da verdade que fez surgirem involuntariamente essas palavras. Os ímpios saem da sepultura exatamente como eram quando desceram a ela: com a mesma inimizade contra Yeshua e com a mesma atitude de rebelião. (Os ímpios, ao morrerem e diante do Juízo Particular, não são capazes de apresentar um arrependimento sincero, a exemplo de Lúcifer após sua queda: “Lúcifer ficara perplexo diante de sua nova condição, pois se fora a sua felicidade. Pediu uma entrevista com Cristo e esta lhe foi concedida, mostrou-se arrependido.” “Lúcifer e seu exército lançaram a culpa de sua rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que se eles não houvessem sido afrontados, não teriam se rebelado.” – Seu arrependimento refletia, portanto e tão-somente, a felicidade perdida e não o ato praticado, pois este ele justifica. – “Lúcifer pensou que fosse capaz de arrastar consigo, à rebelião, as inteligências celestiais. (…) Houve então batalha no Céu!! Anjos se empenharam na luta. Lúcifer desejava derrotar Cristo e os que estavam submissos à Sua vontade, mas os anjos leais prevaleceram e Lúcifer, com seus seguidores, foram expulsos do Céu.” “Cristo chorou diante da desgraça de Lúcifer, ele jamais poderia ser readmitido no Céu.”– diálogo Rebelião e Queda de Lúcifer)

Não terão tempo de graça para corrigir os defeitos da vida terrena.

Enquanto afastado de sua obra de engano, Lúcifer estará infeliz e abatido; mas, ao ressuscitarem os ímpios mortos, e vendo ele as vastas multidões a seu lado, sua esperança revive, toma a decisão de não se render no grande conflito. Reunirá sob sua bandeira os perdidos, rejeitando a Yeshua. Esses perdidos aceitarão o governo de Lúcifer e estarão prontos para receber suas ordens. Porém, fiel à sua astúcia original, ele não se apresenta como Lúcifer, pois pretende ser o príncipe, que é o legítimo dono do mundo e cuja herança foi dele extorquida ilegalmente (“Lúcifer ficou com inveja do Cristo, e aí teve início a obra de rebelião entre os anjos que estavam sob seu comando, mediante sutis insinuações de que Cristo usurpava o lugar que pertencia a ele.” – diálogo Rebelião e Queda de Lúcifer). Apresenta-se a si mesmo como um redentor, garantindo a seus súditos, iludidos, que foi o seu poder que os tirou da sepultura. Torna forte aquele que é fraco e a todos inspira com seu espírito, energia, propondo-se a conduzi-los para tomar posse da terra. Aponta para os incontáveis milhões que foram ressuscitados dentre os mortos e declara que na realidade de seu líder é capaz de retomar seu trono e reino. (“Como não poderia ser a mais alta autoridade no Céu, se tornaria a mais elevada autoridade em rebelião contra o governo do Céu.” – diálogo Rebelião e Queda de Lúcifer).

Lúcifer consulta os homens que foram poderosos na Terra, e eles declaram que o exército de Yeshua é pequeno em comparação com o seu (lembrem-se o que foi dito acima: “Yeshua volta à Terra, acompanhado pelos redimidos [aqueles, da família humana, que estão no Céu] e por uma comitiva de Anjos [não disse todos os Anjos]”, podendo ser vencido. Então, hábeis inventores constroem instrumentos de guerra, chefes militares se organizam, em companhias e batalhões, as multidões que possuem habilidade para a guerra divina.

Lúcifer dá as ordens de avançar, e o incontrolável exército de perdidos se põe em movimento. Lúcifer assume a liderança. Com precisão militar, as fileiras avançam.
Então Yeshua aparece diante de seus inimigos, e a glória do Pai envolve seu Filho, o resplendor de Sua presença se estende por toda a terra.
Está com Ele a grande multidão dos que se tornaram mártires por sua fé, vestidos de branco.

Na presença dos reunidos na terra e realizada a glória de Yeshua, agora investido de majestade, pronuncia a sentença sobre os rebeldes.
Eu vi um grande trono branco e Yeshua que nele se assenta. Vi também muitos postos em pé diante do trono. Então foram abertos os livros da vida terrena, e os mortos e vivos foram julgado (podemos deduzir destas palavras que, aqui, escrevemos nossa vida, e esta constará, no Céu, dos “livros da vida” – pensemos sobre isto). Quando o olhar de Yeshua contempla os ímpios, eles se conscientizam de todas as faltas que cometeram, as sedutoras tentações que promoveram na transigência com as faltas, os mensageiros de Deus que desprezaram, as advertências que rejeitaram, tudo isso aparece como escrito com letras de fogo. Sobre esse trono vi a cruz; e aparecem as quedas de Adão e Eva, o nascimento de Yeshua, seu batismo, tentação no deserto etc.

Em toda aquela multidão ninguém atribui a salvação a si mesmo, como se a tivesse alcançado por sua bondade, nada diz sobre aquilo que sofrera, porque a salvação pertence a Yeshua.

Na presença dos habitantes da Terra, é realizada a coroação de Yeshua, e, agora investido de majestade, Yeshua pronuncia a sentença sobre os rebeldes que transgrediram as Leis de Deus. Quando o olhar de Yeshua contempla os ímpios, eles se conscientizam de todo o pecado que cometeram, veem onde seus pés se desviaram no caminho do pecado, os mensageiros de Deus que desprezaram, as advertências que ignoraram, tudo isso aparece como línguas de fogo (isto nos faz lembrar do ‘Aviso’, nas palavras de Jacinta: “Virá sobre nós como um fogo do céu, que repercutirá profundamente no interior de cada um. À sua luz veremos com toda a clareza o estado da nossa consciência…” “Atuará como uma revelação de nossos pecados” – esclarecimentos de Conchita, Garabandal). O terrível espetáculo aparece exatamente como foi, e Lúcifer, que tem poder para desviar o olhar dos extasiados ímpios, contempla a coroação de Yeshua.

Lúcifer parece paralisado, pois está excluído para sempre da Assembleia.

O caráter de Lúcifer permanece sem mudança, a atitude de rebelião explode novamente, ele decide que não se renderá no desesperado conflito. Entretanto, agora ninguém reconhece a supremacia dele (nem mesmo os ímpios). A indignação de Yeshua está sobre todas as nações, fará chover sobre os perversos brasas de fogo. Assim, Yeshua envia fogo do céu. Chamas devoradoras irrompem de cada abertura do solo, pois é o Dia do Juízo.

Depois, o amor que Yeshua plantou no coração do ser humano encontrará o mais verdadeiro e suave exercício: a comunhão com os seres santos e com todos os fiéis; os sagrados laços se reúnem.
Todos os tesouros do universo estarão abertos aos redimidos de Deus, e, à medida que passam os anos da eternidade, surgirão mais a mais gloriosas revelações de Yeshua.
Desta forma, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sob o mar estará dizendo: Àquele que está sentado no Trono de Yeshua, seja o louvor e a honra e a glória e  o domínio pelos séculos.

O grande conflito terminou, pecado e pecadores não mais existem, o universo inteiro está purificado numa única pulsação de harmonia, e alegria vibra por toda a vasta criação. D’Aquele Que Tudo Comanda emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o menor átomo até o maior dos mundos, todas as coisas animadas e inanimadas, em sua serena e perfeita alegria, porque nós que acreditamos na volta gloriosa de Yeshua declaramos que Deus é Amor.

Raymundo Lopes


“Quando os seguidores do Diabo estiverem vencidos, haverá condições de uma elevação espiritual da humanidade e o conhecimento dará um pulo enorme em todas as esferas. Quando as pessoas ficarem sob a proteção de Jesus, o poder do intelecto florescerá e dará frutos. Nesse período o mal será dominado, a justiça respeitada em todo o mundo.

Jesus será o dono da justiça. Então a injustiça desaparecerá, os direitos serão outra vez restabelecidos e as decisões serão seguras.

A bênção de Deus será derramada sobre todo o mundo, a terra dará seus melhores dons, a vegetação muitos frutos, o ar perfumado.

Todo o poder natural será controlado por vocês, e vocês disporão de todos os meios para usá-lo. A abundância crescerá tanto, que não haverá pessoas que passem fome ou privações de qualquer natureza.

Os valores éticos serão comuns entre todas as pessoas. Deus entregará riquezas naturais em quantidades enormes. Reinará a ordem, e as leis e a paz serão respeitadas.

Não haverá ninguém prejudicado por ninguém; não haverá terror nem pessoas ansiosas. Animais que hoje perseguem vocês serão domesticados, e ninguém poderá prejudicar ninguém, porque todos vocês estarão conscientes do poder de Deus.

Desaparecerão os fracos, porque todos serão fortes; as enfermidades desaparecerão, as pessoas cegas serão recuperadas.

Uma vez que Jesus tenha vencido o Diabo, o Brasil terá uma era de ouro que irá coincidir com os 2015 anos do cristianismo (por volta do ano 2045).